quinta-feira, 20 de maio de 2010

A CASA DE MAZALU




Malba Tahan


Ciclo: Primário 
TEMA: Simplicidade
(Desenhos e adaptação de Maria R. de Amaral)

e01.jpg (19436 bytes)
     


     Era um sapo que se chamava Mazalu.
     Leia bem devagar: MA-ZA-LU. O sapo Mazalu vivia muito quito debaixo de uma pedra junto ao rio.
     

  
    
e02.jpg (18285 bytes)
      Certa manhã, o sapo Mazalu saiu a passeio e encontrou o seu amigo tatu. O tatu chamava-se Pavio.
        Leia sem se apressar: PA-VI-O .
        - Como vai, amigo Mazalu? Como tem passado?
        O sapo respondeu:
        - Vou bem, obrigado, amigo Pavio.
        Disse então o tatu:
        - Qualquer dia eu apareço lá por sua casa. Vou fazer-lhe uma visita. O sapo tremeu. E sabem por que? Ele não tinha casa. Morava embaixo de uma pedra num lugar frio e cheio de lama. Como receber a visita de um amigo tão elegante como o pavio?
         Depois de pensar uma pouco, o sapo respondeu delicado :
         - Apareça, amigo tatu, apareça. Vá um dia jantar comigo.
         - Está bem, amigo sapo. Brevemente irei passar a tarde em sua casa.
         Nesse mesmo dia, o sapo tratou de arranjar uma casa onde pudesse receber a visita do tatu. 
e03.jpg (18273 bytes)
      Ele ouvira dizer que uma ave chamada joão-de-barro fazia casas. E que casas bonitas! Mais bonitas que as casas feitas pelos engenheiros. Dali mesmo ele foi procurar o joão-de-barro.
        - Você pode fazer uma casa para mim, joão-de-barro ?
        O João-de-Barro respondeu:
          - Não há nada mais fácil. Farei para você uma casa muito bonita com portas e varanda. Custa só cem reais.


          - Está bem, respondeu o sapo. 
          E pagou os cem reais para o João-de-Barro. No dia seguinte o sapo foi ver a casa construída pelo João-de-Barro.
          Era muito bonita, bem feita e tinha porta e varanda . mas ficava muito alta, no galho de uma árvore e o sapo não podia chegar até lá.
          Mazalu foi obrigado a desistir da casa feita pelo João-de-Barro.
e04.jpg (21098 bytes)
     "Só a formiga saúva será capaz de fazer uma casa que sirva", pensou o sapo. "Vou falar com a formiga saúva".
       Mas a formiga morava em formigueiros horríveis onde não entra água.
       E a casa feita pela formiga saúva, não serviu ao sapo. Era pequena, muito seca e abafada.
       O sapo gostava de lugares úmidos e frios.




e05.jpg (21298 bytes)
    O sapo lembrou-se da velha coruja que passa o dia recolhida e só sai à noite para passear. A coruja sim é que sabe fazer casas magníficas. E o sapo resolveu comprar uma casa da coruja.
      Mas a casa da coruja não ia servir para ele; era um buraco feito no tronco de uma velha mangueira e o sapo, por mais que pulasse não conseguiria alcançar a porta de sua nova moradia.
         Pobre Mazalu! Mal sabia ele que casa de coruja não serve para sapo.



e06.jpg (20996 bytes)
     Muito triste, o sapo procurou o macaco que vivia a saltar pelas árvores.
       - Macaco, você pode fazer uma casa para mim?
       - Ora se posso! - respondeu o macaco.
       E sabe o que fez o macaco?



e07.jpg (19255 bytes)
    Arranjou um caixote sem tampo e desse caixote fez uma casa para o sapo.
      - Agora sim - disse o sapo - posso receber a visita do meu amigo tatu.
       Mas no dia da visita o tatu ficou muito triste. Não podia entrar na casa do sapo. O caixote era muito pequeno; ele não cabia lá dentro.


e08.jpg (17884 bytes)
    

  

       - Amigo sapo - disse o tatu - a casa é para mim pequena e desagradável. Pensei que você morasse debaixo de uma pedra junto ao rio. Era lá que eu queria jantar com você.
       Ao ouvir isso, o sapo ficou muito espantado. Tivera tanto trabalho e despesa para arranjar aquela casa e, no entanto, o tatu queria encontrá-lo como ele vivia, modesto e tranqüilo debaixo de uma pedra junto ao rio.
e09.jpg (18282 bytes)
     

       O sapo voltou para o seu lugar e lá recebeu muitas visitas . Cada vez que o tatu ia visitá-lo, levava um belo presente para o amigo.




          AQUELE QUE É FELIZ NUMA CASA MODESTA E POBRE NÀO DEVE INVEJAR O PALÁCIO DO RICO.
          VIVAMOS , POIS, COM SIMPLICIDADE E MODÉSTIA, POIS A FELICIDADE NÃO RESIDE NO LUXO NEM NA OPULÊNCIA!

QUADRINHAS
Era uma vez um Sapo
Que chamava Mazalu
E tinha um grande amigo
O Carpinteiro Tatu.
Mazalu morava quieto
Debaixo de grande pedra
Lá numa curva do rio
Bem pertinho da floresta.
Visitar o grande amigo
Era o sonho do Tatu
"Mas em casa tão estranha..."
Pensou logo Mazalu.
Seu amigo, o Macaco
Muito alegre e brincalhão
De um caixote fez a casa
O Tatu não gostou não. 
Terminada a confusão,
Disse o Tatu para o Sapo;
- A tua casa no rio
É que é bonita de fato!
Jantaram os dois amigos
Na maior felicidade
Aprendendo a lição
Que traz a SIMPLICIDADE


CANTO 
Sapo jururu ( MAZALU )
Na beira do rio
Quando o sapo canta, morena
Diz que está com frio
Eu vi um sapo
Na beira do rio
De camisa verde, ó lê lê
Ele não me viu
A mulher do sapo
Foi que me contou
Que o marido dela, ó lê lê
Era professor
Sapo jururu (MAZALU)
Na beira do rio
Quando o sapo canta, morena
É porque tem frio
A mulher do sapo
Deve estar lá dentro
Fazendo rendinha, morena
Pro seu casamento


A ESTRELINHA AZUL



Ciclo: JARDIM
Tema: HIGIENE


d01.jpg (13830 bytes)
    Certa ocasião, no céu grande e bonito, o Sol, depois de uma dia de muito trabalho, acordou a branca Lua e recomendou:
      - Amiga Lua, estou cansado e preciso dormir um pouco. Tome conta do céu e não o deixe ficar escuro
      
d02.jpg (7383 bytes)
 

          

         A Lua levantou-se sem demora. Bateu palmas e chamou as estrelinhas.
         - Depressa, meninas, dizia ela.   Depressa! Lavem-se ligeiro e escovem-se para brilharem bastante. Lembrem-se de que temos que tornar nosso céu claro e brilhante!
          As estrelinhas apareceram correndo e todas, muito alegres, começaram a lavar-se e a escovar-se. E, coisa maravilhosa, `a medida que se limpavam, brilhavam cada vez mais. E como ficavam lindas! 
d03.jpg (12827 bytes)
    Todas não: havia uma que estava feia, ainda muito suja! Era a Estrelinha Azul.
       A Lua logo que a viu, falou zangada:
       - Venha cá, Estrelinha Azul. Como é que você está assim tão suja, tão cheia de pó? 
          A Estrelinha Azul estremeceu de medo e respondeu atrapalhada:
          - É que ontem eu estava brincando de escorregar nas nuvens e fiquei cheia de poeira...
          - Ontem? Disse dona Lua mais zangada ainda. Que vergonha!...Então você dormiu assim?...Não faça mais isto!...E limpe-se depressa, que está muito atrasada.
          Estrelinha Azul saiu ligeiro de perto de dona Lua e, enquanto andava, resmungava:
          - Não gosto de me lavar!! Não gosto de me escovar!... Não quero andar limpa!
          - Não diga tal coisa! Falavam-lhe as amiguinhas. Não sabe, então, que quando estamos limpinhas nossa luz é vista da Terra? A estas horas todos lá devem estar olhando para nós, achando nosso céu lindo, lindo!
           Mas, nem assim a estrelinha quis ficar limpa e fugiu depressa, toda suja, procurando esconder-se de dona Lua.
           Escureceu mais ainda e o céu ficou cheinho de estrelas brilhantes. Entretanto, havia um cantinho escuro onde nada brilhava. Era o lugar da Estrelinha Azul Lá estava ela, mas tão suja, que ninguém podia ver a sua luz. E assim estava o céu, quando no meio da noite, passou o vento gritando:
           - Vai chover! Vai chover!
           - Depressa, depressa! Falou dona Lua às estrelas. Escondam-se atrás das nuvens para não se molharem. 
d04.jpg (13380 bytes)
      E as estrelinhas muito nervosas, corriam de cá para lá até ficarem bem escondidinhas na nuvem grande. 
        Dona Lua contou-as .Faltava uma! Quem será?...Estrelinha Azul! 
        Onde estaria ela? A cuidadosa Lua olhou para uma lado e para o outro. Nada! Não via coisa alguma...Então suspirou muito triste, procurando esconder-se também. Lá, no cantinho escuro do céu estava a Estrelinha Azul, com muito medo da chuva. Ela não queria molhar-se, mas não enxergava o caminho para voltar para sua casa, a nuvem grande.
            - Ah! Se a dona Lua me enxergasse, ela me buscaria! Dizia, chorando. Mas, assim como estou, ninguém me vê! Nunca mais eu ficarei suja, nunca mais!
            Nisto aconteceu uma coisa maravilhosa! Enquanto ela chorava, lágrimas foram escorregando pelo seu rostinho, lavando-o. E começou a brilhar e seu brilho foi se espalhando pelo céu. Do lugar onde estava, dona Lua viu aquela luz azul fraquinha e, toda contente, gritou bem alto:
            - Venha, Estrelinha Azul, aqui está a nuvem grande! Corra, a chuva vem chegando!!
            Estrelinha Azul, ouvindo a voz de dona Lua, olhou e viu a nuvem grande iluminada agora pelo seu brilho azulado. Correu depressa e escondeu-se bem escondidinha. E a chuva chegou, molhando tudo, no céu e na Terra. Enquanto chovia, a estrelinha foi depressa tomar banho e escovar-se para que brilhasse como as outras estrelas. Choveu, choveu muito.
            Quando parou de chover, a estrelinha saiu correndo de trás da nuvem grande. E lá na Terra, as pessoas olhavam para cima, e diziam:
            - Vejam a chuva parou e há uma estrela no céu. E como brilha!
            Logo as outras estrelas foram saindo de trás das nuvens e se espalharam no céu, brilhando cada uma em seu lugar. 
d05.jpg (8614 bytes)
     Porém, entre todas, a Estrelinha Azul chamava a atenção, pelo seu brilho diferente, de linda cor azulada.
       E, desse dia em diante, logo que levantava , a estrelinha dizia:
       - Limpinha eu sou. E com razão. Pois gosto da água. E do sabão!


  
VERIFICAÇÃO

1-Por que a Estrelinha Azul não brilhava como as outras estrelas?
2-O que aconteceu com ela, quando o vento disse que ia chover?
3-Como é que a Estrelinha Azul voltou a brilhar?


FIXAÇÃO: 
decorar a quadrinha


SUGESTÃO: canto ( música do Baião de Dois )
Motivação- ASSEIO


Eu lavo minhas mãozinhas
Na horinha de comer
E depois escovo os dentes
Paras não apodrecer
Corto sempre minhas unhas
Sou sadio e com razão
Pois adoro tomar banho
Com boa bucha e sabão
Ai, ai, ai
Como é bom andar limpinho
Com a roupa bem passada
E os cabelos penteadinhos
Ai, ai, ai....(repetir)


O PATINHO QUE QUERIA FALAR





c01.JPG (20004 bytes)                                                                                                   

     Era uma vez um lindo patinho amarelo. Um dia ele saiu de casa bem cedinho e foi passear na estrada. A manhã estava clara, o céu azul e havia muitos animaizinhos passeando.





c02.jpg (21373 bytes)
    Não tinha ainda dado muitos passos e viu um gato engraçadinho. O gato que era muito bem educado, cumprimentou-o assim:
      - Miau, miau! 
      O patinho ficou encantado e disse:
      - Oh! Que modo bonito de falar você tem, Sr. Gatinho.     
      Quem me dera falar assim !
      - É muito fácil, patinho, respondeu o gato. Vamos experimentar?
      O patinho experimentou dizer "miau". Não conseguiu. Experimentou de novo, experimentou muitas vezes! Foi impossível!         Então falou:
      - É muito difícil, Sr. Gatinho! Isso não é conversa para patinhos! Despediu-se do gato e continuou a passear. 
c03.jpg (19118 bytes)                                                                                                          
   Foi andando, andando e encontrou-se com Dona Galinha Carijó.
     - Có, có, có, disse Dona galinha.
     O patinho ficou encantado:
     - Oh! Que modo bonito de falar a senhora tem, Dona Galinha!
      - Experimente falar assim, patinho.
      O patinho tentou imitar Dona Galinha. Fez tudo que pôde e nada conseguiu. Depois de algum tempo, já bem desanimado, falou:
      - Muito obrigado pela ajuda, Dona galinha, mas isto é muito difícil para patinhos.
c04.jpg (18536 bytes)
    Despediu-se de Dona Galinha e continuou o seu caminho. Andou, andou e entrou na mata. De repente, ouviu a voz mais linda do mundo:
     - Piu, piu, piu!...
     - O patinho ficou encantado!        Olhou para cima e lá estava, no galho da árvore, um lindo passarinho de penas coloridas.
     - Que modo de falar bonito você tem, passarinho! Quem me dera falar como você!
     - Experimente, patinho! Experimente falar assim!
     O patinho abriu o bico. Fez tudo que pôde para dizer "piu, piu, piu!". Foi impossível. Já estava desanimado. Despediu-se e voltou triste para casa. 
c05.jpg (19468 bytes)                                                                                                        
   No meio do caminho encontrou Dona Pata.
     - Quá, quá, quá, disse a pata.
     - Oh! Mamãe, disse o patinho. Será que posso falar como a senhora?
     - Experimente, filhinho,experimente...
      O patinho abriu o bico. Que vontade de falar como a mamãe! E se não conseguisse?...Não falou como gato, nem como galinha, nem como passarinho. Será que poderia falar como pato? Fez um esforço, e...
      - Quá, quá, quá...
      - Muito bem, filhinho ! disse-lhe a mamãe , toda feliz.
      O Patinho ficou alegre, muito alegre. Depois, juntinho com a mamãe, voltou para casa e a todo instante, abria o bico para dizer mais uma vez:
      - Quá, quá, quá...


(DESENHOS E ADAPTAÇÃO DE MARIA R. DO AMARAL
TEMA- INCONFORMAÇÃO: ALEGRIA DE SER O QUE SE É)


A ÁRVORE TRISTE



    

b01.JPG (97867 bytes)
     Certa vez, existiu uma árvore que vivia sempre triste, porque de seus galhos jamais havia brotado uma flor.
     Só folhas. Uma abelhinha aproximou-se dela cantando:
                     
     - Zumm...zumm...zumm...Que árvore feia! Só tem folhas! E as flores, onde estão?

        

b02.JPG (89569 bytes)
         Sua companheira observou:
         - Aqui não fico, pois preciso levar um pouco de mel para minha colméia.



    

b03.JPG (82726 bytes)
  
     Vocês sabem o que é uma colméia?
     É a casinha das abelhas.        
     É ali que elas moram e fabricam o tão preciso mel.
     As abelhinhas são trablhadeiras, retiram o néctar das flores, que é um docinho que todas elas possuem.
            Depois levam esse néctar para a colméia e ali o depositam. Hoje, amanhã, depois...E vão formando o mel tão saboroso.
            Como é gostoso um favo de mel!
            Bem, voltemos à nossa história.

            A abelhinha continuou:
            - Como esta árvore não tem flores, vou-me embora.

b05.JPG (91237 bytes)
     
         Chegou em seguida, uma linda borboleta e, voando em torno da árvore, comentou:
       - Como é triste esta árvore! Não tem nenhuma flor! As flores é que alegram a vida...




b06.JPG (68615 bytes)
    Vocês sabiam que as borboletas põem ovinhos nas folhas das plantas, e desses ovinhos nescem uma porção de lagartas que um dia se transformam em lindas borboletas?


          Como é maravilhosa a natureza!

b04.JPG (80155 bytes)

         Vieram também alguns passarinhos, mas não gostaram de fazer seus ninhos na árvore sem flores, por isso não ficaram lá.



          A noite já vinha chegando, quando um menininho se aproximou da árvore.
          - Estou tão cansado que vou me deitar debaixo dessa árvore, disse o pequeno.
          Deitou e dormiu.

b07.JPG (83339 bytes)
    A árvore, no seu silêncio, pensou: "Como ele está cansado...Deve estar sentindo frio! Vou derrubar minhas folhas sobre ele, para lhe servirem de agasalho, assim ele não sentirá tanto frio."

           Quando amanheceu, o menino acordou e disse admirado:
           - Que vejo? Quantas folhas! Dormi tão bem...Como essa árvore é boa e generosa! Agasalhou-me com suas folhas!
           O menininho, muito agradecido, disse a árvore:
           - Você terá sua recompensa: vou transformá-la na árvore mais bela e alegre deste lugar.

b08.JPG (92660 bytes)

       E continuou:
       - Árvore, de hoje em diante, de seus galhos brotarão flores multicores, para que todos se sintam felizes!

        Voltaram as abelhinhas, a borboleta e os passarinhos, e todos disseram:
       - Como está bonita, perfumada e alegre! Você é a árvore mais linda que existe! Viremos sempre visitá-la!

b09.JPG (89023 bytes)
   

      E todos cantaram junto com as flores...




(OBS: Ao professor caberá acrescentar comentários mostrando a natureza como obra de Deus e ainda o respeito que devemos a ela.)

A ALEGRIA DE GERSON


a01.jpg (89162 bytes)
         Em uma casa muito simples, moravam dona Ana e "seu" Flávio, com 4 filhos.
         O mais velho era o Gerson, que estava com 9 anos de idade.


a02.jpg (78404 bytes)
      "Seu" Flávio estava doente e não podia se levantar da cama. Por isso, dona Ana trabalhava como lavadeira para manter a casa, comprar os remédios, a comida e agasalhos para o marido e os filhos.

   


a03.jpg (82878 bytes)
            Gerson era quem mais ajudava a mamãe. Tomava conta dos irmãos menores.


a04.jpg (69111 bytes)
      

          
        Fazia também a entrega de roupas para as freguesas.


a05.jpg (71910 bytes)
      Às vezes, ficava na esquina do armazém com uma caixa de engraxate, limpando os sapatos das pessoas para ganhar algum dinheiro.
       Ele era esforçado, trabalhava com alegria e estava sempre sorrindo, mostrando os dentes brancos e cantando as canções que aprendia na escola ou com a mamãe.

a06.jpg (66478 bytes)
      Era ele que, à tardinha, dava banho nos irmãos e dizia:

      - Vamos, garotada! Está na hora de tirar a sujeira!
     Gerson deixava-os limpinhos e com a roupa trocada, e isso alegrava muito dona Ana.


a07.jpg (58182 bytes)
    Quando um irmãozinho ficava doente, era ele que marcava direitinho as horas de dar o remédio, verificar a febre e, fazia tudo tão cuidadosamente, que parecia mesmo um doutorzinho. Enquanto isso, sua mãe estava no tanque, lavando as roupas das freguesas.

           Com todas essas ocupações, Gerson achava tempo para tudo: brincar, trabalhar e estudar.
               Sua família, às vezes, passava dificuldades, quando o dinheiro de dona Ana era gasto em remédios para o "seu" Flávio, que parecia já estar mehorando.

a08.jpg (79854 bytes)
    O tempo foi passando e se aproximando o Natal, quando as lojas ficam enfeitadas e quase todas as crianças esperam um presente ou uma surpresa.

         Mas, dona Ana não podia comprar nem enfeites nem doces, bolos ou presentes para seus filhos, no Natal.



a09.jpg (89531 bytes)
          Na véspera de Natal, ela chamou o filho  mais velho e disse:

           - Gerson, por favor vá entregar essas roupas à dona Geni e veja se ela pode adiantar o pagamento.
          - Pois não, mamãe. Já estou indo...
          Pelo caminho, Gerson pensava: "O dinheiro que vou receber é pouco e o Natal é amanhã. Mamãe não poderá comprar enfeites, bolos, nem brinquedos..."


a10.jpg (79937 bytes)
   Quando chegou à porta, bateu e foi atendido por uma senhora.

        - Dona Geni, vim trazer a roupa que a senhora mandou lavar.
        - Entre Gerson, venha cá até a sala.
           Ao chegar à sala, viu uma mesa enorme, toda enfeitada com pratos e salgadinhos e até umas bolas coloridas!...
           - Que beleza! Nunca vi coisas tão bonitas!...
           - Pegue, Gerson. Sirva-se do que quiser - falou Dona Geni.
             -Não, muito obrigado...
            Dona Geni insistiu para que ele se servisse, mas o pensamento do menino estava em casa: nos irmãozinhos e nos pais, que gostariam de comer aqueles doces gostosos.
           Gerson preferia ficar sem experimentar um doce sequer, a comer sem levar nada para os seus.
           Enquanto esperava Dona Geni voltar à sala, ele pensou: "Será que ela se lembrará de dar o dinheiro da roupa? E se ela esquecer? Se ela der, poderemos ter um Natal melhor..."
a11.jpg (60238 bytes)
     Quando Dona Geni apareceu, trazia nas mãos um pacote bem grande com um lindo laço colorido.

          - Gerson, leve este pacote para casa.
         "Como pesa! O que haverá dentro?" - pensou o garoto.
          Dizendo "muito obrigado" e desejando Feliz Natal à Dona Geni, Gerson tomou o caminho de volta. Com o coração cheio de alegria, tentou correr para chegar mais depressa, porém não conseguiu, devido ao peso do pacote.
         Como sua família ficaria feliz com aquele presente!
a12.jpg (79874 bytes)
    Ao chegar em casa, a surpresa foi geral e a alegria da família, enorme.

       Foi uma festa, todos ajudaram a abrir o pacote. Foi a mamãe quem tirou a surpresa da caixa:
         - Oh! Um lindo bolo de chocolate!
         - Há mais coisas, papai, ajude-me a tirar! Uma bola! Um trenzinho!...
         - Uma boneca! Um caminhãozinho!... - disse a irmãzinha.
        Todos cantaram e comeram uma fatia do bolo que Dona Geni tinha dado. A mamãe pediu a Deus que abençoasse a boa senhora.
        E assim foi feliz o Natal de Gerson!

(Adapatação feita pelo Departamento da Infância e Juventude da Federação Espírita do Estado de São Paulo)

UploadDeImagens.com.br

UploadDeImagens.com.br

terça-feira, 18 de maio de 2010


O guarda chuva ambulante

O Guarda-Chuva Ambulante 




Vocês gostariam de ouvir a história
 de um guarda-chuva ambulante?

É um fato que realmente aconteceu.

Um guarda-chuva grandão, ía andando
 bem depressa pela rua.

Parecia possuir pés próprios, era
 bonito, feito de várias cores brilhantes, enorme ía 
saltitando pela rua abaixo.

Todo mundo ficou curioso à respeito do guarda-chuva
 estranho.

Crianças e adultos iam seguindo atrás, logo 
descobriram que os pezinhos pertenciam a um menino, ele
 andava depressa, sem dizer uma palavra, e o grupo segui-o.

Finalmente chegaram a um lugar sombriado, debaixo de 
uma árvore bem grande, o menino colocou o enorme guarda-chuva 
no chão.

- Quem quer ouvir a história do meu guarda-chuva? 
Perguntou ele, as crianças se aproximaram.

Sentem-se então e escutem- o menino mandou, 
e todos obedeceram apesar do fato de alguns 
serem maiores do que ele.

Apontando para a parte preta ele começou:

- Estão vendo esta cor? O preto nos faz pensar 
na escuridão e no pecado, cada um de nós já fizemos
 coisas erradas uma vez ou outra.

Muitas vezes pecamos numa hora quando ninguém 
está por perto, ou no escuro, quando ninguém pode
 nos ver, as coisa feias que praticamos são chamadas de pecados.

Todos escutavam com atenção.

Vocês estão vendo esta cor dourada?

Esta nos faz lembrar o céu, onde tem ruas de ouro,
 nenhum pecado pode entrar no céu, porque se 
entrasse estragaria o céu.

Não existe pecado lá, por isso nenhum de nós 
podemos ir para o céu, porque todos nós temos 
pecado no coração.

Mais estão vendo esta cor vermelha? Continuou o
 menino... esta nos conta que o Senhor Jesus Cristo 
morreu na cruz e derramou seu precioso sangue para
 nos perdoar os pecados.

O Senhor Jesus é o filho de Deus, ele tomou o 
castigo que nós merecemos.

Quando cremos que ele é mesmo o Filho de Deus e
 o recebemos como nosso Salvador, ele perdoa todos 
os nossos pecados, tornando o nosso coração limpo e
 puro,como a parte branca do meu guarda-chuva, mais é
 preciso confiar em Jesus. Temos que pedir perdão pelos 
nossos pecados.

Quando fazemos isso, ele vem morar em nosso coração
 e torna-senosso Salvador. E Jesus faz com que possamos 
entrar no céuum dia quando deixarmos esta vida.

Agora, quantos de vocês sabem que são pecadores? Mas 
querem ir um dia para o céu ? todas as mãos se levantaram.
 – Está bem, então diga para Deus que você é um pecador.

Logo, silenciosamente as crianças se ajoelharam no chão,
 cada um falou com Deus ,confessando os seus pecados.

Diga-lhe agora que você crê que o Senhor Jesus Cristo morreu
 em seu lugar e peça que Jesus lhe salve neste instante.

Baixinho, as crianças começaram a orar.

O menino tirou um Bíblia pequena ( um novo testamento ) 
do seu bolso, abriu no terceiro capítulo do Evangelho de 
João e verso dezeseis.

- Vou ler um versículo da Palavra de Deus, quando chegar
 as palavras “ o mundo” você deve substituir pelo seu nome e
 quando eu falar “ todo aquele” você coloca seu nome ali
 também, estão entendendo?

“ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que
 deu o seu Filho Unigênito,

( Joãozinho )

para que todo aquele que nele crê, não pereça mais
 tenha a vida eterna.

( Joãozinho )

Cada um leu o versículo, colocando o seu
 próprio nome.

Isto significa que se você de fato crê que Deus lhe ama 
e que Ele mandou seu filho para morrer em seu lugar, e 
se você confia em Jesus e o recebeu em seu coração 
então você acaba de nascer na família de Deus, e todos
 que pertecem á família de Deus tem a vida eterna. É a 
palavra de Deus que diz isto, e pode ter certeza: é a verdade.

Ele parou um instante, e olhando firmemente para todos.

Estão notando que tenho ainda uma outra cor no meu 
guarda-chuva?

Qual a cor que falta?

Os ouvintes responderam, todos juntos: “ Verde”.

Está certo , não falei nada sobre o verde, pois bem, 
é o seguinte:depois de termos recebido o Senhor 
Jesus e termos o perdão dos nossos pecados e 
estamos prontos para irmos para o céu, Jesus quer
 que nós cresçamos espiritualmente, que sejamos 
crentes mais firmes cada dia que passa.

O verde nos fala das coisas que crescem, como as 
árvores, as flores, as gramas..., você só vai se tornar 
um crente forte, se você ler a Bíblia e orar todo dia, o 
no domingo é preciso ir para Escola Dominical, não 
se esqueçam disso.

Ele fechou o guarda-chuva.

Quero que vocês vão embora agora para contar 
á mais alguém as coisas que eu lhe contei, voltarei 
amanhã para ver se vocês poderão repetir para mim 
tudo o que lhes falei sobre as cores.

Todos que puderem me dizer os significados das 
cores, e explicar como é que a gente se salva, receberá 
um livrinho com estas mesmas cores, para poder contar
 a mais alguém. ( o professor pode fazer vários livrinhos
 para darem aos seus alunos).

As crianças não voltaram logo para a brincadeira, em
 vez disso foram falar daquilo que acabaram de ganhar.

E o nosso amuguinho abriu o guarda-chuva novamente
 e continuou andando pelas ruas, procurando outras
 pessoas para ouvirem o evangelho.



Nota para o professor: Mais tarde soube alguma coisa
 sobre este menino, parecia ter apenas dez anos,
 mais de fato ele tinha doze, ele havia aceitado á 
Cristo numa classe da Aliança Pró Evangelização 
das Crianças, e mais tarde completou um cursinho
 por correspondência que a própria Aliança publica.

Ele desejava de todo o seu coraçao, ser um pregador
 quando crescesse!!!
Aliás, ele já éra um missionáriozinho!!! 


APEC - ALIANÇA PRÓ EVANGELIZAÇÃO DAS CRIANÇAS -

10245789